Burkina Faso situa-se na transição entre as zonas do Sahel e do Sudão. A precipitação e a disponibilidade de água variam muito conforme a região e a estação. A natureza inclui savanas arbustivas, herbáceas e arborizadas, florestas abertas, florestas-galeria, rios e poças sazonais, lagos, planícies de inundação e reservatórios artificiais de água (boulis). As zonas úmidas oferecem habitats, recarga das águas subterrâneas, pesca, pastagem, água, alimentos e produtos naturais de origem vegetal. Um perfil nacional no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica (Convention on Biological Diversity) lista 128 espécies de mamíferos, 516 espécies de aves, 60 espécies de répteis e anfíbios, 121 espécies de peixes, 1.515 espécies de insetos e 1.951 espécies de plantas. Esses números são identificados como antigos ou preliminares e não substituem um levantamento atual em um local específico. Elefantes, leões, leopardos, guepardos, cães-selvagens-africanos, hipopótamos e crocodilos estão entre as espécies particularmente conhecidas ou ameaçadas; sua presença efetiva depende sempre da área e da data do levantamento. As pressões incluem desmatamento, fragmentação de habitats, perda ou redução de zonas úmidas, degradação do solo, seca, sobrepastoreio, expansão agrícola, exploração madeireira, produção de carvão vegetal, caça furtiva, pesca ilegal, pastagem não autorizada, mineração e uso insustentável. A intensidade dessas pressões varia conforme a região e o local. As categorias formais de proteção incluem parques nacionais, reservas de fauna, reservas da biosfera, florestas classificadas, fazendas de fauna silvestre e zonas de caça. O perfil atual da Ramsar lista 25 zonas úmidas que cobrem aproximadamente 1.940.481 hectares no total. Uma designação Ramsar, da UNESCO ou de biosfera não estabelece automaticamente as mesmas regras de acesso e uso. O sítio transfronteiriço do Patrimônio Mundial W-Arly-Pendjari cobre aproximadamente 1.714.831 hectares em Burkina Faso, Benim e Níger e conecta nove áreas protegidas. Em Burkina Faso, o Escritório Nacional de Áreas Protegidas (Office National des Aires Protégées) administra a área de Arly, enquanto a Direção-Geral de Águas e Florestas (Direction Générale des Eaux et Forêts) administra a área de W. Para a natureza e as áreas protegidas, o Ministério do Meio Ambiente, da Água e do Saneamento (Ministère de l’Environnement, de l’Eau et de l’Assainissement), a Direção-Geral de Águas e Florestas, o Escritório Nacional de Áreas Protegidas, os escritórios florestais regionais, os municípios, as comunidades locais, os concessionários e as organizações não governamentais trabalham em conjunto. Suas responsabilidades dependem da categoria de proteção, da situação fundiária e do local. Não há informações nem um ponto de acesso documentados em nível nacional para todas as áreas naturais. O acesso geralmente não é livre nem irrestrito. Antes de uma visita, devem ser verificadas, no local relevante, a categoria de proteção, a zona permitida, a estação, a situação de segurança atual, o escritório responsável, a possibilidade de guia, a autorização e a taxa. Pesquisas, filmagens, coleta de espécimes e determinados usos exigem autorização prévia. Para transportar fauna silvestre ou troféus, o portal oficial dá, como exemplo, um certificado que custa 2.000 francos CFA da África Ocidental (FCFA); outras taxas e prazos de processamento variam. A agricultura de sequeiro, a criação de gado e a transumância, a pesca, a extração de água, o uso de lenha e carvão vegetal, a extração de madeira e os produtos florestais não madeireiros moldam a vida cotidiana e a economia. Um perfil nacional afirma que cerca de 85 por cento da população trabalha na agricultura e na criação de gado, mas também identifica esse número como dependente da fonte e do período. A pesca apoia principalmente os meios de subsistência e a segurança alimentar, enquanto o uso recreativo desempenha um papel menor. A restauração e o uso adaptado incluem reflorestamento com espécies locais, agrofloresta, conservação do solo, covas de plantio (zai), cordões de pedras, meias-luas, gestão de zonas úmidas e queimadas precoces ou controladas quando permitidas no local. O custo e o impacto dessas medidas dependem do projeto e das condições locais. Os riscos naturais incluem seca, calor, chuvas irregulares ou muito intensas, inundações repentinas, erosão, tempestades de poeira e vento, incêndios de mato e de savana e escassez de água. A educação ambiental é oferecida por ministérios, escolas, programas de áreas protegidas e organizações não governamentais. Programas não formais podem ensinar agrofloresta, irrigação, restauração, manejo do fogo, pastagem ou zonas úmidas. Os provedores, o idioma, o acesso, as datas e os possíveis certificados variam conforme o projeto; não há uma via uniforme de qualificação nacional documentada para a educação sobre a natureza. Os conflitos entre pessoas e animais silvestres envolvem particularmente elefantes, hipopótamos e predadores perto de campos, rebanhos e pontos de água. A prevenção, a comunicação e uma eventual compensação dependem do local e do programa relevante; não há um direito nacional uniforme à compensação documentado.
Natureza em Burkina Faso
Burkina Faso reúne paisagens secas do Sahel no norte e savanas sudanesas mais úmidas no sul. Savanas, florestas, rios e zonas úmidas oferecem habitats e sustentam o abastecimento de água, a criação de gado, a pesca e produtos florestais e naturais. A proteção, o uso e o acesso dependem da categoria de proteção, da área, da estação, da autorização e da situação de segurança atual.
Dica
Não trate a natureza em Burkina Faso como um espaço de acesso livre administrado uniformemente em todo o país. Para uma visita, um uso ou um projeto, o local específico é decisivo, incluindo sua categoria de proteção, zona, estação, autorização e situação de segurança atual. Faça planos somente depois de confirmar as informações com o escritório responsável ou com a estrutura local.

