O Instituto Nacional de Estatística (INE) contabilizou 2.790.821 pessoas desempregadas e 10.171.244 pessoas empregadas no segundo trimestre de 2026. A taxa de desemprego foi de 21,5% entre as pessoas com 15 anos ou mais, de 23,3% entre as mulheres e de 19,8% entre os homens. Entre as pessoas dos 15 aos 24 anos, a taxa atingiu 40,5%; entre as dos 25 aos 34 anos, foi de 21,1%. A taxa de emprego foi de 44,2%, com 48,2% nas zonas urbanas e 35,6% nas zonas rurais. O IEA utiliza uma medida ampla: uma pessoa pode ser considerada desempregada quando não tem trabalho formal ou informal e está disponível durante a semana de referência ou nos 15 dias seguintes. A procura ativa de emprego não é necessariamente exigida. A amostra foi atualizada depois do segundo trimestre de 2025, e a metodologia mudou a partir do quarto trimestre de 2025, pelo que as comparações históricas exigem cautela. O sistema de apoio ao desemprego de Angola é fragmentado. O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) define a política e supervisiona o sistema laboral. O serviço de emprego e formação profissional (INEFOP) fornece informação sobre emprego, orientação profissional, colocação, formação, reconversão e reabilitação. As pessoas à procura de trabalho podem registar-se através do INEFOP, entrar em listas de candidatos e candidatar-se a ofertas de emprego e estágio ou acompanhá-las. Os Centros de Emprego e as unidades de intermediação de mão de obra (Unidades de Intermediação de Mão-de-Obra) que funcionam através do SIAC ou das administrações locais fornecem pontos de acesso adicionais. Os programas podem incluir estágios profissionais, trabalho por conta própria, cooperativas, kits profissionais, microcrédito e outras iniciativas de emprego. O JOBE Angola combina formação profissional, estágios remunerados, trabalho por conta própria, cooperativas, kits profissionais, microcrédito e apoio relacionado com o CLEI, com especial atenção aos jovens. O plano Jovem+ de 2026 prevê 4.000 estágios remunerados até outubro de 2026. O acesso, as quotas e os períodos de candidatura dependem do programa e da região. O registo no Portal de Emprego exige informações de identificação, biográficas e de contacto, incluindo os dados do bilhete de identidade, a data de nascimento e o número de telemóvel. Não há evidência de um subsídio universal de desemprego em Angola com montante geral, duração, período de espera, limiar de contribuições ou prazo de candidatura definidos. O quadro de proteção social refere-se ao desemprego, e o sistema básico de proteção social pode abranger pessoas desempregadas em risco de marginalização, mas a assistência direcionada não é um direito automático após a perda do emprego. O MASFAMU gere a assistência social para grupos vulneráveis, enquanto o Kwenda apoia agregados familiares pobres ou vulneráveis através de transferências monetárias, do Cadastro Social Único e da inclusão produtiva; o Kwenda não é um benefício específico de desemprego e foi prolongado até 2029. A administração obrigatória da segurança social é assegurada pelo INSS, mas a cobertura contributiva não cria um benefício geral de desemprego documentado. Em 2026, o MAPTSS descreveu um benefício por desemprego involuntário como uma medida futura ou em estudo, ligada à política ativa de emprego, à formação, à requalificação e à reintegração. Não há evidência de uma obrigação geral de registo como desempregado ou de prova de procura ativa de emprego, nem de condições gerais para receber um benefício. Quando os serviços formais não oferecem uma oportunidade adequada, o trabalho informal por conta própria e as redes familiares ou comunitárias continuam a ser alternativas práticas comuns, mas não conferem um direito formal a um benefício de desemprego. Os transportes e a conectividade podem criar custos variáveis, e o acesso difere entre regiões e instituições.
Desemprego em Angola
Angola registou uma taxa de desemprego de 21,5% entre as pessoas com 15 anos ou mais no segundo trimestre de 2026, com taxas mais elevadas entre as mulheres e os jovens. Angola não dispõe de um seguro geral de desemprego nem de um benefício regular de substituição de rendimento, pelo que o apoio combina principalmente colocação profissional, programas de formação profissional e assistência social direcionada. Os serviços públicos incluem o INEFOP, os Centros de Emprego, o Portal de Emprego (Portal do Emprego) e determinados pontos de acesso provinciais ou municipais.
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